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Grêmio 2x1 Fortaleza: Os 5 Pilares que Sustentaram o Triunfo Crucial
Por Redação Sou Imortal em 30/07/2025 01:01
Na noite de terça-feira, o Grêmio conquistou um triunfo de fôlego sobre o Fortaleza, em uma partida atrasada válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2025. O placar de 2 a 1, embora apertado, representou a sexta vitória de Mano Menezes em vinte confrontos à frente da equipe, e foi moldado, de forma inequívoca, pelas atuações destacadas de cinco atletas, além do próprio comando técnico.
É inegável que contribuições valiosas vieram de outras frentes. Riquelme, por exemplo, foi caracterizado pelo treinador como um "iceberg" devido à sua notável frieza, enquanto Cristian Olivera demonstrou incansável dedicação na recomposição defensiva e foi o responsável por sofrer o primeiro pênalti crucial. Esses elementos, sem dúvida, somaram-se à equação do sucesso.
Contudo, nem todos os setores operaram com a mesma excelência. Dodi, por exemplo, entregou uma performance dentro de sua média esperada, sem grandes sobressaltos. Marlon, por sua vez, esteve aquém do padrão de segurança que costuma apresentar. A dupla de zaga oscilou entre momentos de acerto e equívoco, mas, no geral, não comprometeu o resultado final. Gustavo Martins, na lateral direita, teve um instante de desatenção que permitiu a Deyverson diminuir o placar, um lapso que poderia ter sido mais custoso.
Após o embate, o atleta Marlon resumiu a percepção geral ao declarar:
Vitória boa para dar confiança, mas temos muito o que melhorar.Essa frase encapsula a dualidade da noite: o alívio imediato e a consciência de um caminho ainda longo de aprimoramento.
O Comandante e Sua Estratégia Renovada
Mano Menezes demonstrou que seu repertório tático no Grêmio ainda possui nuances a serem exploradas. Sua escolha por posicionar Cristian Olivera aberto pelas laterais, com Alysson atuando por dentro, buscando maior proximidade com Braithwaite e Riquelme, foi um movimento tático interessante. Essa configuração visava, primordialmente, aprimorar a capacidade de criação ofensiva do time, um calcanhar de Aquiles nas rodadas anteriores. Alysson e o atacante uruguaio, por sua vez, não se furtaram à responsabilidade da marcação, contribuindo diligentemente na recomposição.
Apesar da intenção de melhorar a produção ofensiva, o Grêmio cedeu a posse de bola ao adversário, que encerrou o confronto com 57% de domínio. A preocupação em resguardar a defesa, embora compreensível, resultou em uma postura mais reativa. Contudo, a iniciativa de propor uma solução para a carência criativa, ainda que não plenamente sustentada ao longo dos noventa minutos, merece ser salientada como uma tentativa válida.
A Muralha Implacável e o Motor do Meio-Campo
A solidez defensiva do Grêmio , em momentos cruciais, dependeu de uma figura imponente: Tiago Volpi. O goleiro realizou uma defesa salvadora aos 44 minutos do segundo tempo, em uma cobrança de falta venenosa de Gastón Ávila. A trajetória da bola, que se dirigia ao ângulo, fatalmente resultaria no empate do time visitante, um desfecho que, sem dúvida, teria consequências severas para a continuidade do trabalho de Mano Menezes. A intervenção de Volpi, portanto, foi um divisor de águas.
No coração do meio-campo, Villasanti entregou uma de suas melhores atuações recentes. O paraguaio, que havia sido poupado no embate contra o Palmeiras, retornou com uma intensidade notável. Demonstrou-se combativo, registrando dois desarmes cruciais, e, além disso, voltou a se apresentar ao ataque como uma opção de passe qualificada. Foram noventa minutos de fôlego constante, remetendo aos seus períodos de maior brilho com a camisa tricolor.
A Versatilidade no Ataque e a Eficácia Letal
Alysson, por sua vez, conseguiu exibir bom futebol mesmo em uma função adaptada, atuando pelo meio como um segundo atacante. Sua capacidade de escape em velocidade resultou na penalidade máxima que abriu o placar para o Grêmio . Essa performance ressalta que o jovem não se limita a ser um ponta tradicional, mas um jogador que vem aprimorando sua contribuição tanto na marcação quanto na ocupação inteligente dos espaços no campo.
Braithwaite, embora pouco acionado ao longo da partida ? reflexo da postura mais retraída do Grêmio em boa parte do tempo ?, não decepcionou quando a oportunidade se apresentou. O atacante foi o responsável por converter as duas penalidades máximas assinaladas a favor do tricolor, demonstrando frieza e precisão. Com esses gols, Braithwaite consolidou sua posição como o artilheiro da temporada, acumulando quinze tentos em trinta jogos disputados.
O Contexto da Vitória e os Desafios Adiante
A vitória, como afirmou Queki, tinha um caráter de inevitabilidade:
Seria inadmissível não vencer.Essa percepção sublinha a pressão que recaía sobre a equipe e a importância de cada ponto conquistado. Os cinco nomes destacados ? Mano Menezes, Tiago Volpi, Villasanti, Alysson e Braithwaite ? foram, cada um à sua maneira, os pilares sobre os quais se ergueu o resultado positivo, oferecendo um respiro vital para o Grêmio no Campeonato Brasileiro.
Ainda que a posse de bola tenha sido um ponto a ser revisado e a equipe tenha cedido a iniciativa em momentos, a capacidade de capitalizar as oportunidades e a performance individual em momentos-chave foram determinantes. Este triunfo não apenas alivia a pressão, mas também fornece material para análise e ajuste, reafirmando que a confiança se constrói passo a passo, mesmo com a consciência de que ?muito o que melhorar? ainda se apresenta no horizonte.
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