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Cuéllar: "Me Senti Usado" – Ex-Flamengo Revela Tensões Antes de Duelo no Maracanã
Por Redação Sou Imortal em 29/08/2025 12:43
O palco está montado para um confronto que transcende as quatro linhas do campo. Neste domingo, às 16h, o Maracanã será o cenário do embate entre Flamengo e Grêmio, válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Contudo, a partida ganha contornos dramáticos com o aguardado reencontro de Gustavo Cuéllar, hoje volante do tricolor gaúcho, com seu antigo clube, o Flamengo. A expectativa não reside apenas no jogo, mas nas cicatrizes de uma despedida tumultuada em 2019, cujos bastidores o colombiano decidiu agora trazer à luz, revelando sentimentos de profunda frustração e desapontamento.
Em uma entrevista franca, Cuéllar não poupou detalhes sobre os eventos que culminaram em sua partida do Ninho do Urubu. Ele expressou ter se sentido "uma p***" e "usado", sentimentos que permeiam a narrativa de sua saída. O jogador colombiano, que defendeu Al Hilal e Al Shabab na Arábia Saudita até 2025 após deixar o Brasil, fez uma grave acusação sobre a conduta do então vice-presidente de futebol, Marcos Braz, a quem atribui uma "birra" pessoal por não ter lhe enviado a medalha da Libertadores de 2019, apesar de sua participação crucial na campanha.
Os Bastidores da Saída: Pressão e Desilusão
Cuéllar revelou que, à época, tinha em mãos propostas da Arábia Saudita e, de forma mais atraente para ele, do Bologna, da Itália. Seu desejo explícito era atuar no futebol europeu. No entanto, o Flamengo teria rejeitado a oferta do clube italiano, exercendo forte pressão para que o atleta aceitasse a proposta financeiramente mais vantajosa vinda do Oriente Médio. Essa postura do clube carioca marcou o início de um período de grande tensão.
O volante descreveu o dilema imposto pela diretoria flamenguista:
Os caras me falaram, se você não vai para a Arábia, não vai para nenhum lugar. Você vai ficar aqui. Além disso, eles não queriam que eu saísse. No momento, eu senti que os caras meio que abriram o coração e deixaram que eu decidisse. Então, eu falei, cara, eu quero ir para a Itália. E os caras falaram, Gustavo, se você continuar desse jeito assim, a gente vai te afastar, a gente vai tomar uma decisão. Você não vai para lá. E eu falei para eles, tomem a decisão que vocês queiram, mas eu quero sair. Os árabes aumentaram a proposta para mim e para o clube. Aí falei, então deixa a Itália e vamos aceitar a proposta. Porque acho que o ambiente para mim ficou muito ruim.Essa declaração, feita no programa "Assado para..." no Canal do Duda Garbi, sublinha a intensidade do conflito.
A insistência de Cuéllar em buscar uma oportunidade na Europa resultou em seu afastamento do elenco por aproximadamente vinte dias. Durante esse período, ele foi privado de treinar com a equipe principal, o que deteriorou ainda mais o ambiente. Para agravar a situação, seu número de telefone pessoal foi supostamente vazado, expondo-o a uma enxurrada de mensagens ofensivas por parte de torcedores, um episódio lamentável que adicionou mais amargor à sua experiência.

A Promessa Que Virou Amargura: Libertadores e a Medalha Esquecida
A situação atingiu seu ápice antes da partida contra o Internacional, pelas quartas de final da Conmebol Libertadores. Apesar de estar afastado, Cuéllar foi convocado pelo técnico Jorge Jesus, sob a promessa de que, se entrasse em campo, o clube facilitaria sua saída. Uma condição que, para o atleta, soou como um ultimato desrespeitoso.
A lembrança desse momento ainda ecoa em suas palavras:
Falaram esse negócio que se eu jogasse com o Inter, eu poderia ter a chance de sair. Eu me senti como uma p***. Usado. Você vai jogar lá, você pode sair. Se não, você fica aqui se f******.Uma citação que revela a profundidade do seu ressentimento e a percepção de ter sido instrumentalizado em um momento crucial para o clube.
Apesar de ter sido um pilar na campanha vitoriosa da Libertadores, disputando 10 dos 14 jogos, Cuéllar revelou um detalhe surpreendente e doloroso: a ausência de sua medalha de campeão. Ele atribuiu a omissão a uma alegada "birra" de Marcos Braz, então vice-presidente de futebol. O volante salientou que outros jogadores, com menor participação na competição, receberam suas honrarias, enquanto a sua foi negada.
Em um contraste irônico, no mesmo dia em que o Flamengo erguia a taça continental, Cuéllar celebrava a conquista da Champions Asiática pelo Al Hilal, o clube que ele acabou aceitando após a turbulência no Brasil. Sobre essa experiência, ele comparou:
Lá me deram medalha, mesmo sem eu ter jogado nenhum jogo.Uma observação que destaca a disparidade de tratamento percebida pelo jogador.
Desde o início do ano, Gustavo Cuéllar veste a camisa do Grêmio , buscando retomar sua melhor forma após um período de lesão. O reencontro com o Flamengo, neste domingo no Maracanã, será mais do que uma partida de futebol; será um capítulo de uma história de ressentimentos e superação, onde o passado se cruza com o presente em um dos palcos mais emblemáticos do futebol brasileiro.
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