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Gauchão: Lições de Luís Castro para o Grêmio após Título Estadual

Por Redação Sou Imortal em 10/03/2026 05:22

O Grêmio encerrou sua participação no Campeonato Gaúcho com a conquista do título, mas para além da taça, o torneio serviu como um laboratório valioso para o técnico Luís Castro, delineando caminhos e estratégicas para o decorrer da temporada. Especialmente nas duas finais contra o rival, o comandante promoveu alterações que revitalizaram a equipe, conferindo-lhe uma nova identidade.

O Tricolor finalizou a competição com uma expressiva disponibilidade de 95% de seu plantel, tendo apenas João Pedro e Villasanti ausentes por lesão. Esse cenário permitiu ao treinador um amplo leque de opções, fator crucial para a construção e consolidação de suas ideias.

Observações e Testes no Gauchão

Luís Castro sempre enfatizou que o Campeonato Gaúcho seria um período de testes e observações. Ele utilizou o estadual como uma oportunidade para realizar avaliações que, em circunstâncias normais, seriam executadas em jogos-treino durante a pré-temporada. O portal GE detalha as conclusões do técnico, identificando quais jogadores ganharam espaço e quais perderam protagonismo com o encerramento da competição.

As duas partidas clássicas e a vitória sobre o Atlético-MG, válida pelo Campeonato Brasileiro, foram fundamentais para solidificar as mudanças promovidas pelo treinador. Essas alterações, por vezes ousadas em um contexto decisivo, como a escalação do atacante Pavón como lateral-direito e a formação de uma dupla de zaga composta por jovens oriundos da base, mostraram-se eficazes.

?Ok, ganhamos o Gauchão, mas estamos muito no início. Temos que fazer a equipe crescer muito, temos muito trabalho pela frente. Ganhamos um título, mas não se resolveu tudo. Há muito caminho para andar. A equipe tem que se desenvolver muito para nós estabilizarmos a um nível mais elevado que aquilo que nós queremos?, comentou Luís Castro sobre o momento da equipe.

O comandante também destacou a importância do equilíbrio: ?O principal problema do treinador é encontrar o equilíbrio da equipe. Quando atinge o equilíbrio da equipe, pronto, as coisas ficam mais fáceis, a confiança volta.?

Jovens na Defesa e Pavon na Lateral

A reconfiguração tática ganhou força a partir do triunfo contra o Atlético-MG, em 25 de fevereiro. Este jogo marcou o início de uma verdadeira "revolução" no time, com Gustavo Martins (23 anos) e Viery (21 anos) assumindo as posições de zagueiros titulares. Paralelamente, o atacante Pavon foi adaptado à lateral-direita, enquanto Enamorado ocupou a ponta direita. No meio-campo, Gabriel Mec teve suas chances, abrindo espaço para Monsalve nos clássicos.

?O Mister é bem exigente, bem detalhista nas situações de treinamento, de jogo, e ele quer sempre vencer, ele entra para vencer todos os jogos. O objetivo dele é vencer todos os jogos contra qualquer equipe?, revelou Gustavo Martins em entrevista ao GE, elogiando a mentalidade do técnico.

Essa nova formação demonstrou ser a mais produtiva até o momento e obteve sucesso, ainda que com o auxílio de expulsões de adversários em alguns jogos. Gustavo Martins , Viery e Pavon, em particular, emergiram como peças-chave e titulares indiscutíveis para os próximos compromissos. Nomes experientes como Balbuena, Wagner Leonardo e Kannemann passaram a figurar como opções no banco de reservas.

Enamorado Ganha Espaço, Tetê Perde

A ascensão de Enamorado, especialmente após suas atuações nos dois Gre-Nais, o credencia como titular. O colombiano marcou seu primeiro gol pelo Grêmio na vitória na Arena e assumiu a ponta direita, ofuscando Tetê. O atacante, que representou um investimento considerável no início do ano, retornou de lesão a tempo das finais, mas foi utilizado apenas como opção no segundo tempo em ambas as partidas.

Luís Castro tem reiterado a primazia do encaixe coletivo sobre o individual. As escolhas táticas priorizam o funcionamento do time, mesmo que isso signifique a ausência de jogadores de maior renome no elenco. No Gre-Nal, por exemplo, atletas como Willian, Wagner Leonardo , Kannemann , Tetê e Marcos Rocha iniciaram a partida no banco.

Amuzu em Evolução

O atacante ganês-belga tem se destacado como um jogador de qualidade superior no ataque gremista. Sua desenvoltura em lances de efeito, como o toque de letra que desestabilizou a defesa colorada na Arena, é notável. Amuzu, camisa 9, apresenta uma evolução contínua desde o final de 2025 e encerrou o Gauchão com maior entrosamento com a torcida e o clube.

Líderes com Menos Minutos em Campo

O Gauchão também trouxe à tona a consolidação de certas dinâmicas internas no elenco . Kannemann e Marcos Rocha, apesar de exercerem um papel de liderança dentro do grupo, tiveram pouca participação em campo durante o campeonato.

O zagueiro, por exemplo, entrou na segunda partida da final após a expulsão de Wagner Leonardo , mas foi apenas seu segundo jogo no ano. Já o lateral-direito, de 37 anos, soma sete partidas em 2026, mas não atua desde 7 de fevereiro, evidenciando um planejamento que visa gerenciar seu tempo de jogo.


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