- Sou Imortal
- Grêmio exige 10 milhões de euros para vender Tiaguinho ao Como
Grêmio exige 10 milhões de euros para vender Tiaguinho ao Como
Por Redação Sou Imortal em 28/12/2025 20:14
A diretoria do Grêmio estabeleceu uma postura rígida diante do assédio europeu sobre suas jovens promessas. O alvo da vez é o volante Tiaguinho, que despertou o interesse concreto do Como, da Itália. Mesmo que o jogador não esteja nos planos imediatos do técnico Luís Castro para compor o elenco profissional na temporada de 2026, o clube gaúcho não pretende facilitar a saída do ativo sem uma compensação financeira que considere justa.
De acordo com informações apuradas pela Agência RTI Esporte, a equipe italiana sinalizou com uma oferta de 7 milhões de euros, o que corresponde a aproximadamente R$ 45,6 milhões, para adquirir 70% dos direitos econômicos do jovem volante. Entretanto, o montante apresentado ainda está aquém das pretensões gremistas. A cúpula tricolor fixou o patamar de 10 milhões de euros (cerca de R$ 65,2 milhões) como o valor mínimo aceitável para avançar nas tratativas.
Abaixo, detalhamos os valores que permeiam essa negociação estratégica para os cofres do clube:
| Aspecto da Negociação | Proposta do Como (ITA) | Exigência do Grêmio |
|---|---|---|
| Valor Total (Euros) | 7 milhões de euros | 10 milhões de euros |
| Valor Total (Reais) | R$ 45,6 milhões | R$ 65,2 milhões |
| Percentual do Passe | 70% | A negociar |
A barreira financeira e a concorrência no mercado europeu
A resistência do Grêmio em aceitar a primeira oferta reflete uma análise crítica sobre o potencial de valorização de Tiaguinho. Internamente, o volante é visto como uma peça de rara capacidade técnica, o que justifica a inflação no preço de mercado. A estratégia visa não apenas garantir um lucro imediato, mas também proteger o clube de uma venda precoce por valores que não condizem com o mercado atual de jovens talentos sul-americanos.
O cenário de disputa pelo jogador é amplo, o que fortalece a posição do Tricolor na mesa de negociações. Além do Como, que é conhecido por adotar uma política de investimentos pontuais e evitar leilões desgastantes, clubes da Espanha, França e Portugal também monitoram a situação do volante. Essa concorrência internacional permite ao Grêmio manter a pedida elevada, aguardando que algum interessado atinja a meta estipulada.
Do ponto de vista administrativo, a gestão gremista demonstra cautela. Ceder à pressão do mercado italiano neste momento poderia sinalizar fragilidade, algo que o clube busca evitar em suas transações internacionais. A manutenção do preço mínimo serve como um filtro para garantir que apenas propostas realmente vantajosas sejam levadas adiante.
O planejamento de Luís Castro e a vitrine da Copinha
No âmbito esportivo, a situação de Tiaguinho apresenta nuances interessantes. Embora o mercado externo esteja aquecido, o técnico Luís Castro optou por não promover o jogador ao time principal de forma definitiva para o próximo ano. A avaliação da comissão técnica é de que o volante ainda necessita de um processo de maturação competitiva antes de assumir responsabilidades no elenco de cima.
Com essa visão, o planejamento para 2026 prevê a permanência de Tiaguinho nas categorias de base, tendo a Copa São Paulo de Futebol Júnior como o principal palco de desenvolvimento. A competição é vista como uma etapa fundamental para que o atleta ganhe a rodagem necessária e, simultaneamente, sirva como uma vitrine ainda maior para clubes europeus.
Essa decisão de mantê-lo na base, longe de ser um desprestígio, é uma manobra estratégica. Ao atuar na Copinha, o jogador mantém o ritmo de jogo e sua visibilidade em alta, permitindo que o Grêmio controle o timing da venda. Se o desempenho for acima da média, o valor de 10 milhões de euros pode se tornar apenas o ponto de partida para futuras negociações ainda mais lucrativas.
Curtiu esse post?
Participe e suba no rank de membros