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Grêmio paga R$ 7 milhões a Braithwaite e encerra dívida com Granada

Por Redação Sou Imortal em 29/12/2025 23:32

O início desta semana marcou um passo decisivo para a estabilidade administrativa no Humaitá. A atual cúpula diretiva do Grêmio, sob o comando de Odorico Roman, finalizou uma série de pagamentos cruciais para a saúde contábil da instituição. Entre as prioridades estava a quitação de R$ 7 milhões devidos ao Granada, da Espanha, referente à aquisição do centroavante Matías Arezo. Esse movimento é estratégico, pois visa extinguir o transfer ban imposto pela Fifa, permitindo que o clube volte a registrar novos jogadores assim que os trâmites burocráticos forem encerrados.

Somado a isso, a diretoria também regularizou os vencimentos de dezembro de todo o quadro de funcionários e do elenco profissional, que estavam pendentes. Tais medidas indicam uma tentativa de reestruturação imediata para evitar que problemas extracampo interfiram no desempenho esportivo e na imagem do clube perante o mercado.

Abaixo, detalhamos os principais valores liquidados pela nova administração neste movimento de saneamento financeiro:

Credor Valor Aproximado Natureza do Débito
Martin Braithwaite R$ 7 milhões Luvas (Bônus de assinatura)
Granada (Espanha) R$ 7 milhões Compra de Matías Arezo
Funcionários e Atletas Não divulgado Salários de dezembro

Gestão Odorico Roman prioriza regularização de débitos e transfer ban

No centro das atenções financeiras estava o débito com Martin Braithwaite. O clube gaúcho concluiu o pagamento de R$ 7 milhões ao centroavante dinamarquês nesta segunda-feira. A operação foi fatiada para viabilizar o fluxo de caixa: uma remessa de R$ 5 milhões já havia sido efetuada nos últimos dias, e os R$ 2 milhões restantes foram transferidos hoje, zerando as obrigações com o camisa 9.

Os valores em questão referem-se às luvas contratuais prometidas ao atleta no momento de sua contratação. Embora a gestão de Alberto Guerra sustentasse que o tema estava sob controle, a realidade encontrada pelos sucessores foi distinta. Logo após a posse em dezembro, o departamento jurídico do Grêmio foi notificado formalmente por e-mail pelos representantes de Braithwaite, exigindo o cumprimento imediato dos atrasados.

A situação exigiu agilidade dos novos mandatários para evitar que a insatisfação do estafe do jogador ganhasse proporções maiores. A dívida era tratada internamente como uma "herança" da administração anterior, evidenciando o descompasso entre o que era anunciado e a real situação das contas gremistas no final do ano passado.

O acerto com Braithwaite e a herança da administração anterior

A resolução deste impasse financeiro ocorre em um momento de extrema vulnerabilidade física para o jogador. Braithwaite recupera-se de uma grave ruptura no tendão de Aquiles sofrida em setembro, com retorno aos gramados previsto apenas para abril de 2026. Manter os compromissos em dia é visto como essencial para garantir a tranquilidade do profissional durante seu longo e complexo processo de reabilitação.

Ao tratar o passivo de forma direta, a atual diretoria busca marcar território e demonstrar uma postura mais austera e transparente. A confirmação do pagamento total dos valores encerra uma pendência que ameaçava a harmonia neste início de mandato, permitindo que o foco volte-se para o planejamento técnico e a busca por reforços, uma vez que o impedimento da Fifa esteja oficialmente levantado.

Com esses aportes, o Grêmio tenta blindar o vestiário e recuperar a credibilidade frente aos órgãos reguladores do futebol internacional. O desafio agora reside em manter o equilíbrio financeiro enquanto o clube lida com a ausência prolongada de um de seus principais investimentos técnicos no departamento médico.

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