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Retrospectiva Grêmio 2025: Resumo de um ano sem títulos e com finanças no limite

Por Redação Sou Imortal em 28/12/2025 06:13

O encerramento da temporada de 2025 deixa o torcedor gremista com um sentimento de frustração profunda. Diferente de outros ciclos onde o título estadual servia como um alento, este ano será lembrado pela ausência de troféus e por quedas precoces em competições eliminatórias. O nono lugar no Campeonato Brasileiro, que assegurou apenas uma vaga na Copa Sul-Americana, é o retrato de uma equipe que oscilou constantemente e não entregou o desempenho esperado pela massa tricolor.

As finanças do clube entraram em um estágio de alerta máximo sob a gestão de Alberto Guerra. O passivo total atingiu a marca de R$ 377 milhões, apresentando um crescimento de R$ 220 milhões ao longo de três anos. Somado a isso, o Grêmio ainda precisa quitar R$ 123,7 milhões referentes à aquisição de atletas. O sufoco foi tamanho que o clube precisou de aportes externos para honrar a folha de pagamento de setembro e o 13º salário, além de enfrentar um transfer ban da Fifa por dívidas com o Granada sobre o jogador Arezo.

Para tentar organizar o cenário administrativo, a nova presidência de Odorico Roman solicitou uma auditoria da consultoria Ernst & Young. O objetivo é mapear o tamanho real do prejuízo e buscar caminhos para a recuperação do caixa, especialmente após a rescisão com a patrocinadora máster Alfa Bet, que deixou de pagar cerca de R$ 12 milhões. O apoio de investidores como Celso Rigo e Marcelo Marques foi o que evitou um colapso financeiro ainda mais agudo durante os meses finais da temporada.

Gestão da Arena e o Furacão Político nos Bastidores

Se dentro de campo as notícias foram negativas, o âmbito patrimonial viveu um momento histórico. Graças a um investimento de R$ 50 milhões do empresário Marcelo Marques, o Grêmio conseguiu retirar o Grupo Metha da gestão do estádio. Marques ainda aportou R$ 80 milhões para liquidar parte das dívidas que mantinham a Arena penhorada. Após 13 anos de espera, o Tricolor finalmente assumiu o controle total de sua casa, o que permitiu uma política de ingressos mais acessíveis e maior proximidade com o torcedor.

No entanto, o ambiente político foi marcado por instabilidades. Marcelo Marques chegou a anunciar sua candidatura à presidência, gerando grandes expectativas, mas recuou devido a divergências internas, que ele classificou como "picuinhas" de bastidores. A disputa eleitoral acabou polarizada entre Odorico Roman e Paulo Caleffi. Esse cenário de incertezas administrativas refletiu diretamente na confiança do elenco e na continuidade do planejamento esportivo ao longo dos meses.

Abaixo, detalhamos o panorama das baixas médicas que castigaram o elenco gremista em 2025:

Atleta Gravidade da Lesão
Braithwaite Rompimento do tendão de Aquiles
Villasanti Rompimento de ligamento cruzado
Rodrigo Ely Rompimento de ligamento cruzado
Carlos Vinicius Problemas musculares recorrentes
Balbuena Lesão no tornozelo direito

A Instabilidade Técnica e o Fim da Era Renato

O ano começou com uma ruptura significativa: a saída de Renato Portaluppi. Para seu lugar, a diretoria apostou em Gustavo Quinteros, que vinha de um bom trabalho no futebol argentino. Apesar de um início com vitórias elásticas no Gauchão, o trabalho ruiu rapidamente. A perda do título estadual para o maior rival e uma derrota vexatória por 4 a 1 para o Mirassol selaram o destino do treinador. Alberto Guerra defendeu a escolha na época, afirmando que Quinteros é um "grande treinador", mas ponderou que seu modelo de jogo exigiria "muito tempo para ser bem sucedido".

A solução encontrada foi buscar nomes com identificação histórica. Mano Menezes assumiu o comando técnico com Felipão atuando como coordenador. No entanto, a reação não foi imediata. O Grêmio sofreu uma eliminação traumática para o CSA na Copa do Brasil, o que comprometeu o planejamento orçamentário que previa premiações de fases avançadas. A instabilidade seguiu até a segunda janela de transferências, quando nomes como Arthur e Carlos Vinicius foram contratados para evitar riscos maiores no Brasileirão.

Carlos Vinicius, inclusive, foi o ponto positivo na reta final, anotando 12 gols em apenas 14 partidas. Sua eficiência ajudou a afastar o fantasma do rebaixamento, mas não foi capaz de levar o time ao G-6. A irregularidade foi a marca registrada da equipe, que só conseguiu vencer dois jogos seguidos em uma única oportunidade durante todo o campeonato nacional. O ano de 2025 termina como um aviso urgente de que o Grêmio precisa de uma reformulação profunda, tanto na sua saúde financeira quanto na sua filosofia de futebol.

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